quinta-feira, 23 de setembro de 2010

guerra dos canudos

A Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, também conhecida como Guerra dos Canudos em certas regiões do sertão baiano [1], foi o confronto entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social pela qual passava a região à época, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico. Milhares de sertanejos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano, reinstalando a Monarquia. Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos.[2] Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, inclusive uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina. A derrota das tropas do Exército pelos canudenses nestas primeiras expedições apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as 5.200 casas do arraial.
Mapa da localização de Canudos.

 



    Antecedentes

    A figura de Antônio Conselheiro

    "Apareceu no sertão do Norte um indivíduo, que se diz chamar Antônio Conselheiro e que exerce grande influência no espírito das classes populares. Deixou crescer a barba e os cabelos, veste uma túnica de algodão e alimenta-se tenuemente, sendo quase uma múmia. Acompanhado de duas professas, vive a rezar terços e ladainhas e a pregar e dar conselhos às multidões, que reúne onde lhes permitem os párocos."

    — Descrição da Folhinha Laemmert, de 1877, reproduzida por Euclides da Cunha em Os sertões, 1902.

    Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que a República, recém-implantada no país, era a materialização do reino do Anti-Cristo na Terra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil e a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".
    Caricatura na Revista Ilustrada, retratando Antônio Conselheiro, com um séquito de bufões armados com antigos bacamartes, tentando "barrar" a República.

    Arraial de Canudos

    Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.
    A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com a nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local. Aos poucos, construiu-se uma imagem de Antônio Conselheiro como "perigoso monarquista" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial. Difundida através da imprensa, esta imagem manipulada ganhou o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.[2]

    Situação social

    O governo da República recém-instaurada precisava de dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente no Sertão pela cobrança de impostos. A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.[3]

    Cronologia do conflito

    Canudos em 1897. Fotografia de Flávio de Barros, fotógrafo do Exército.

    O estopim e a primeira expedição

    • Outubro de 1896 – Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos, quando as autoridades de Juazeiro apelam para o governo estadual baiano em busca de uma solução. Em 24 de novembro deste ano, é enviada a primeira expedição militar contra Canudos - um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Mas a tropa é surpreendida durante a madrugada em Uauá pelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando de Pajeú e João Abade. Após uma luta corpo-a-corpo são contados mais de cento e cinquenta cadáveres de conselheiristas. Do lado do exército morreram oito militares e dois guias. Estas perdas, embora consideradas "insignificantes quanto ao número" nas palavras do comandante, ocasionaram o retiro das tropas. [4]

    A segunda expedição

    • Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra de Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos jagunços, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa.
    Pintura retratando Canudos antes da guerra.

    A terceira expedição

    • Março de 1897 - Na capital do país, o governo federal diante das perdas e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César, considerado pelos militares um herói do exército brasileiro. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.

    A quarta expedição

    • Junho de 1897 - O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos.
    Mulheres e crianças, seguidoras de Antônio Conselheiro, presas durante os últimos dias da guerra.
    Antônio Conselheiro morto, em sua única foto conhecida, tirada por Flávio de Barros no dia 6 de outubro de 1897.
    • Setembro de 1897 - Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se denominava de "gravata vermelha".[6] Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.[7]
    • Outubro de 1897 - O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.[8]

    Resultado

    O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

    Na cultura popular

    Literatura

    Logo após o final da guerra, foram publicadas uma série de obras escritas por testemunhas oculares - militares, jornalistas e médicos. Entre outros (em ordem cronológica):
    • Canudos, história em versos, 1898, do poeta Manuel Pedro das Dores Bombinho, que participou como militar da Quarta Expedição contra o arraial.[9]
    • Descrição de uma Viagem a Canudos, 1899, de Alvim Martins Horcades, estudante de medicina a serviço do Exército, que descreve suas experiências no campo de batalha e denuncia a degola em massa dos presos - velhos, mulheres e crianças.[6]
    • Libelo republicano, acompanhado de comentários sobre a campanha de Canudos, publicado em 1899 por Wolsey (pseudônimo de César Zama), Bahia: Typ. e Encadernação do “Diário da Bahia”, 1899.
    • O Rei dos Jagunços, 1899, de Manoel Benício, correspondente de guerra do Jornal do Commercio - um livro de semi-ficção sobre os acontecimentos de Canudos e costumes sertanejos.[10]
    • A Guerra de Canudos, 1902, do tenente Henrique Duque-Estrada de Macedo Soares, militar na a última expedição contra Canudos. [11]
    • Os Sertões, 1902, de Euclides da Cunha, que passou três semanas no local do conflito como correspondente do jornal O Estado de São Paulo - um livro no qual procurou vingar os mortos no massacre: "Aquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo".
    Os Sertões de Euclides da Cunha acabou por tornar-se um dos mais importantes marcos da literatura brasileira, e como tal inspirou uma série de obras baseadas no conflito de Canudos, escritas no mundo todo. Os mais conhecidos são A Brazilian Mystic (Um Místico Brasileiro), 1919, do britânico R. B. Cunninghame Graham [12]; Le Mage du Sertão (O Mago do Sertão), 1952, do sociólogo belga Lucien Marchal [13]; Veredicto em Canudos, 1970, do húngaro Sándor Márai; A Primeira Veste, 1975, do escritor geórgio Guram Dochanashvili; e A Guerra do Fim do Mundo, 1980, do escritor peruano Mário Vargas Llosa.[14]

    Cinema

    Imagem do filme "A Matadeira" de Jorge Furtado, referindo ao canhão Withworth 32 usado na última expedição militar contra Canudos.
    Além disso, a guerra inspirou muitos filmes também:
    Guerra do Pacífico é o nome com que ficou historicamente conhecido o conflito armado entre o Japão, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a China e seus aliados durante a Segunda Guerra Mundial - e a precedente invasão e ocupação japonesa da China - ocorrido no Oceano Pacífico e suas ilhas e no Sudeste Asiático.
    Inicialmente localizada numa guerra sino-japonesa em território chinês desde 1937, transformou-se numa guerra total a partir de 7 de dezembro de 1941 com o ataque aéreo japonês contra a base naval norte-americana de Pearl Harbor nas IlhasHavaí e a subsequente invasão de tropas do Japão a possessões britânicas e holandesas no Sudeste Asiático, de pequenas ilhas e arquipélagos sob domínio dos Estados Unidos e da República das Filipinas.
    Participaram do conflito, que teve a duração de quase oito anos, o Japão, a China, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, Austrália, Filipinas, Malásia, Tailândia, Birmânia, Índia, Países Baixos, Nova Zelândia, França Livre,Canadá, México, e a União Soviética, esta nos últimos meses do conflito, após o fim da guerra na Europa em maio de 1945.
    Transformada em guerra por toda a região após quatro anos apenas de conflito sino-japonês, a Guerra do Pacífico se dividiu em duas etapas: entre 1937 e junho de 1942, o Japão manteve a ofensiva e foi vitorioso na ocupação de grande parte do território chinês, na destruição da frota americana em Pearl Harbor, na tomada de Hong Kong e Singapura, invasão e ocupação da Tailândia, Birmânia, Malásia, Filipinas, Nova Guiné, Índias Orientais Holandesas, Ilhas Salomão e de bases americanas em Guam e Wake.
    A partir da Batalha de Midway, com a vitória da marinha e da aviação norte-americana impedindo o desembarque das tropas japonesas no atol e a destruição dos principais porta-aviões do Japão, a ofensiva passou para o lado dos Aliados, que num longo caminho por um período de três anos reconquistaria todos os territórios tomados através de grandes batalhas terrestres e navais em Guadalcanal, no Mar de Coral, Tarawa, Golfo de Leyte, Filipinas, Saipan, Iwo Jima e Okinawa, até as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que causariam a rendição incondicional do Império Japonês em 2 de setembro de 1945.

    Ficheiro:PacificWar artwork.jpg

    a guerra do pacifico

    Guerra do Pacífico é o nome com que ficou historicamente conhecido o conflito armado entre o Japão, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a China e seus aliados durante a Segunda Guerra Mundial - e a precedente invasão e ocupação japonesa da China - ocorrido no Oceano Pacífico e suas ilhas e no Sudeste Asiático.
    Inicialmente localizada numa guerra sino-japonesa em território chinês desde 1937, transformou-se numa guerra total a partir de 7 de dezembro de 1941 com o ataque aéreo japonês contra a base naval norte-americana de Pearl Harbor nas IlhasHavaí e a subsequente invasão de tropas do Japão a possessões britânicas e holandesas no Sudeste Asiático, de pequenas ilhas e arquipélagos sob domínio dos Estados Unidos e da República das Filipinas.
    Participaram do conflito, que teve a duração de quase oito anos, o Japão, a China, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, Austrália, Filipinas, Malásia, Tailândia, Birmânia, Índia, Países Baixos, Nova Zelândia, França Livre,Canadá, México, e a União Soviética, esta nos últimos meses do conflito, após o fim da guerra na Europa em maio de 1945.
    Transformada em guerra por toda a região após quatro anos apenas de conflito sino-japonês, a Guerra do Pacífico se dividiu em duas etapas: entre 1937 e junho de 1942, o Japão manteve a ofensiva e foi vitorioso na ocupação de grande parte do território chinês, na destruição da frota americana em Pearl Harbor, na tomada de Hong Kong e Singapura, invasão e ocupação da Tailândia, Birmânia, Malásia, Filipinas, Nova Guiné, Índias Orientais Holandesas, Ilhas Salomão e de bases americanas em Guam e Wake.
    A partir da Batalha de Midway, com a vitória da marinha e da aviação norte-americana impedindo o desembarque das tropas japonesas no atol e a destruição dos principais porta-aviões do Japão, a ofensiva passou para o lado dos Aliados, que num longo caminho por um período de três anos reconquistaria todos os territórios tomados através de grandes batalhas terrestres e navais em Guadalcanal, no Mar de Coral, Tarawa, Golfo de Leyte, Filipinas, Saipan, Iwo Jima e Okinawa, até as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que causariam a rendição incondicional do Império Japonês em 2 de setembro de 1945.

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    a guerra do vietnã

    IntroduçãoA Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria.
    Contexto Histórico

    O Vietnã havia sido colônia francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era, comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser aliado dos Estados Unidos e, portanto, com um sistema capitalista.

    Causas da Guerra

    A relação entre os dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues (guerrilheiros comunistas), com apoio de Ho Chi Minh e dos soviéticos, atacaram uma base norte-americana no Vietnã do Sul. Este fato deu início a guerra.
    Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu-se apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora Estados Unidos e também a União Soviética prestassem apoio indireto.

    Intervenção militar dos Estados Unidos

    Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos.

    Invasão norte-vietnamita

    No final da década de 1960, era claro o fracasso da intervenção norte-americana. Mesmo com tecnologia avançada, não conseguiam vencer a experiência dos vietcongues. Para piorar a situação dos Estados Unidos, em 1968, o exército norte-vietnamita invadiu o Vietnã do Sul, tomando a embaixada dos Estados Unidos em Saigon. O Vietnã do Sul e os Estados Unidos responderam com toda força. É o momento mais sangrento da guerra.

    Protestos e o fim da guerra

    No começo da década de 1970, os protestos contra a guerra aconteciam em grande quantidade nos Estados Unidos. Jovens, grupos pacifistas e a população em geral iam para as ruas pedir a saída dos Estados Unidos do conflito e o retorno imediato das tropas. Neste momento, já eram milhares os soldados norte-americanos mortos no conflito. A televisão mostrava as cenas violentas e cruéis da guerra.

    Sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o Acordo de Paris, que previa o cessar-fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte.

    Resultados da Guerra

    O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos econômicos gravíssimos no Vietnã.

    O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 1976 sob o regime comunista, aliado da União Soviética.

    a batalha da normandia

    A Batalha da Normandia, com cujo nome de código de "Operação Overlord", foi a invasão das forças dos Estados Unidos, Reino Unido e aliados na França ocupada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial em 1944. Foi uma decisão política para manter a liberdade na Europa, ocorrida depois da derrota alemã para o Exército Vermelho, na famosa Batalha de Stalingrado. Sessenta anos mais tarde, a invasão da Normandia continua sendo a maior invasão marítima da história, com quase três milhões de soldados a terem cruzado o Canal da Mancha, partindo de vários portos e campos de aviação na Inglaterra, com destino a Normandia, na França ocupada.
    Os primeiros planos da invasão aliada a França começaram a ser discutidos num encontro de Winston Churchill com o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em Casablanca, em Janeiro de 1943. Neste encontro chegaram a conclusão que ainda não havia condições para um desembarque na França, mas ficou decidido que o tenente-general inglês Frederick Morgan seria encarregado da elaboração de um plano de assalto detalhado. Em Agosto de 1943, numa nova conferência de líderes aliados no Quebec, Morgan apresentou o plano de invasão da Normandia, um documento com o nome de código de Operação Overlord, que previa um desembarque em Maio de 1944.
    Em Dezembro de 1943 o general norte-americano Dwight Eisenhower é nomeado comandante supremo da Força Expedicionária Aliada. Fica também definido que a frente de desembarque teria mais de 80 quilómetros e o ataque seria feito entre Cherbourg e a foz do rio Sena. Os múltiplos contratempos da operação ditaram que fosse adiada para junho, uma vez que os aliados precisavam de mais tempo para construir mais lanchas de desembarque.
    A invasão da Normandia começa com a chegada de pára-quedistas na noite anterior, maciços bombardeios aéreos e navais, bem como um assalto anfíbio bem cedo, de manhã. Os exércitos, divididos com suas tarefas, tinham como objetivo as praias de codinome Omaha, Utah, para os americanos; Juno, Gold, Sword para os anglo-canadenses. Do mar, 1240 navios de guerra abriram as baterias contra as linhas de defesa. Do céu caíam toneladas de bombas dos dez mil aviões que participavam da operação.
    Naquela data, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região francesa situada nas costas do Canal da Mancha, dando início à liberação da Europa.
    As forças Aliadas que desembarcaram na Normandia eram compostas por restos de divisões dos Estados Unidos da América, da Grã-Bretanha e do Canadá. Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-ponte no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. De fato, o desembarque na Normandia foi crucial para o mundo livre, uma vez que os Aliados, diante dos insistentes pedidos de Josef Stalin, já esboçavam um desembarque maciço de tropas na Europa afim de acabar definitivamente com as forças de Adolf Hitler. A Normandia segue sendo uma das batalhas mais conhecidas da Segunda Guerra Mundial. Na língua comum, a expressão 'Dia D' continua a ser usada para a data de começo da invasão6 de Junho de 1944.
    A Alemanha, por iniciativa de Rommel, esperando o desembarque aliado, procurou defender-se através da chamada muralha do Atlântico. Rommel, com sua grande experiência militar, previra que o desembarque aliado ocorreria nas praias a noroeste da França, tornando assim essa batalha um verdadeiro inferno para os Aliados, que sofreram pesadas baixas.

    Reforço de homens e equipamentos na praia de Omaha
    O ataque das praias foi com certeza mais sangrento na praia de Omaha, entre as praias de Utah e Gold, onde os soldados tiveram que enfrentar minas, arames farpados, canhões de 155mm franceses capturados pelos alemães, os famosos obstáculos chamados "porcos-espinhos", tiros de metralhadoras MG42 alemãs. Para eles já era um milagre não ser morto quando a rampa dos barcos LCVP se abriam. Sem contar o peso da carga dos soldados, carregados de equipamentos, havia o vento e as ondas a enfrentar antes mesmo de chegarem em terra.
    Os alemães ficarem em desvantagem, entre outros motivos, pela incapacidade de prever a data da operação, e pela divergência quanto ao local do desembarque aliado. Rommel opinava que os Aliados escolheriam provavelmente a Normandia, mas Hitler estava convicto de que ela teria lugar mais ao norte, em Calais). Consumado o desembarque e a ruptura das defesas, os aliados ficaram com o caminho aberto para o coração da Europa ocupada e criaram a Segunda Frente.
    A operação no entanto continuou por mais de dois meses na Normandia, com as campanhas para conquistar e manter as posições dos aliados. A batalha da Normandia teve fim com a rendição de Paris e a queda de Chambois.
    Resumindo, na frente ocidental, a vitória definitiva começou no famoso episódio da invasão no dia 6 de junho de 1944, data que ficou conhecida como a Batalha de Normandia ( ou Dia D). Lembre-se que a França estava ocupada pelos nazistas desde 1940 e a invasão da Normandia visava à liberação do território francês do domínio alemão, feito que somente foi alcançado definitivamente no dia 25 de agosto